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MADRID 23 jun. (EUROPA PRESS) -
As autoridades chinesas evitaram, nesta terça-feira, comentar a renúncia do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que deixará o cargo assim que for concluído o processo interno em andamento no Partido Trabalhista para a indicação de um novo líder, e defenderam, de qualquer forma, trabalhar com o Reino Unido “na mesma direção”, enfatizando que tanto Pequim quanto Londres são “grandes potências econômicas” e membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
“Trata-se de um assunto interno do Reino Unido. Não fazemos comentários a esse respeito”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, em coletiva de imprensa.
De qualquer forma, ele destacou que a China e o Reino Unido são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e “grandes potências econômicas”. “Uma parceria estratégica abrangente, duradoura e coerente entre ambas as partes beneficia os interesses fundamentais de ambos os países e povos, além de contribuir para a paz, a estabilidade e a prosperidade mundiais”, afirmou.
Guo defendeu, assim, que Pequim e Londres “trabalhem na mesma direção”, ressaltando que devem “aprofundar a cooperação bilateral e a coordenação em questões multilaterais, e manter conjuntamente o impulso de melhoria e crescimento das relações bilaterais”.
Starmer anunciou nesta segunda-feira que encerrará seu mandato com uma renúncia, após ceder às pressões internas por falta de liderança, suas constantes mudanças de posição e várias polêmicas em seu gabinete, além de uma série de derrotas eleitorais que precipitaram sua queda em pleno auge da extrema direita do Reform UK, liderado por Nigel Farage.
Diante do colapso eleitoral, surgiu como alternativa o ex-prefeito de Manchester, Andy Burnham, figura do Partido Trabalhista chamada a reverter o declínio do Executivo e revitalizar o partido, que já deu o passo para apresentar uma candidatura às primárias. Sua posição de favorito é tanta que ele poderia se tornar primeiro-ministro em 17 de julho, caso não surjam mais candidatos à liderança do partido.
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