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MADRID 4 jun. (EUROPA PRESS) -
O governo chinês apresentou nesta quarta-feira uma nota de protesto às autoridades norte-americanas em repúdio ao "ataque" do secretário de Estado Marco Rubio, que no dia anterior se referiu ao massacre ocorrido em 1989 na Praça Tiananmen e aplaudiu a "bravura" do povo chinês naquele dia.
"Esses comentários errôneos dos Estados Unidos são maliciosos e distorcem a realidade e os fatos históricos", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, durante uma coletiva de imprensa na qual afirmou que se tratava de um "ataque ao sistema político chinês".
Ele também lamentou que isso seja uma "interferência nos assuntos internos" do gigante asiático e indicou que o lado chinês demonstrou sua "forte rejeição e oposição" a isso.
Na terça-feira, Rubio elogiou a atitude dos cidadãos chineses que saíram às ruas em junho de 1989 e que morreram exigindo reformas e lutando "pelas liberdades fundamentais".
Nesse sentido, ele lembrou que milhares de pessoas "continuam a sofrer perseguição devido a suas repetidas tentativas de obter justiça" pelo que aconteceu em Tiananmen, onde estima-se que centenas de pessoas morreram como parte de uma série de protestos liderados por estudantes chineses e a favor da introdução de reformas políticas e econômicas.
As autoridades do gigante asiático retiraram centenas de livros e documentários sobre o massacre, bem como sobre a forte onda de protestos contra o governo em Hong Kong entre 2019 e 2021. Para isso, Pequim cita a "segurança nacional", uma medida que está de acordo com a legislação atual e que, segundo vozes dissidentes, prejudica os direitos e as liberdades da população.
As Mães de Tiananmen documentaram pelo menos 202 mortes e organizações como a HRW e a Human Rights in China identificaram pelo menos 522 detidos. Pequim, por sua vez, continua a justificar a repressão como uma resposta necessária para acabar com uma rebelião que colocava em risco a segurança e a estabilidade do país.
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