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MADRID 8 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades chinesas saudaram nesta quarta-feira o cessar-fogo alcançado horas antes entre os Estados Unidos e o Irã e pediram às partes que "restabeleçam o mais rápido possível a passagem normal pelo Estreito de Ormuz" para reduzir o impacto da guerra na economia mundial, que vem sofrendo desde o início da ofensiva no final de fevereiro.
“O Estreito de Ormuz é um importante canal internacional para o comércio de bens e energia. Manter a segurança, a estabilidade e o funcionamento fluido desta região atende aos interesses comuns da comunidade internacional”, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, durante uma coletiva de imprensa.
Assim, ela expressou que a China “espera que todas as partes trabalhem juntas para promover a rápida restauração da passagem normal pelo estreito” e sustentou que “a soberania, a segurança e a integridade territorial dos países do Golfo devem ser plenamente respeitadas.
“A segurança das rotas marítimas e da infraestrutura energética deve ser garantida. A origem da obstrução à navegação no Estreito de Ormuz reside nas ações militares ilegais dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã”, destacou, não sem antes ressaltar que a solução “fundamental” para restaurar a navegação na zona é “o cessar-fogo e o fim do conflito o mais rápido possível”.
É por isso que ela enfatizou que as ações do Conselho de Segurança da ONU “devem visar a redução das tensões e não devem fornecer cobertura legal para ações militares não autorizadas”. “Também não devem conceder permissão para o uso da força ou jogar lenha na fogueira e agravar o conflito”, indicou ela, segundo informações do jornal ‘Global Times’.
Ao ser questionada sobre as informações relativas ao papel da China como “garante da paz”, Mao afirmou que é importante “o diálogo e a negociação” entre as partes envolvidas, embora tenha ressaltado que Pequim “manterá a comunicação com todas as partes e continuará envidando esforços para pôr fim ao conflito”.
“A China está disposta a continuar trabalhando com as partes relevantes para envidar esforços incessantes com o objetivo de promover a redução da violência o mais rápido possível e restaurar a paz e a estabilidade no estreito e na região do Oriente Médio”, afirmou Mao.
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