MADRID, 23 jul. (EUROPA PRESS) -
O governo chinês criticou nesta quarta-feira a decisão dos Estados Unidos de se retirar novamente da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), dizendo que "este não é o comportamento esperado de uma grande potência responsável".
"Por ocasião do 80º aniversário da criação da ONU, pedimos a todos os países que reafirmem seu compromisso com o multilateralismo e apoiem o sistema internacional centrado na ONU com ações concretas", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun.
Ele também pediu aos países da comunidade internacional que "apoiem as normas internacionais baseadas no direito internacional" e "os princípios básicos das relações internacionais baseados nos propósitos e princípios da Carta da ONU", de acordo com o jornal chinês 'Global Times'.
O Departamento de Estado dos EUA disse na terça-feira que "o envolvimento contínuo na UNESCO não é do interesse nacional dos Estados Unidos" e argumentou que o órgão "trabalha para promover causas sociais e culturais divisivas", antes de criticar a admissão da Palestina como estado membro, o que é "altamente problemático" para Washington.
A decisão está em linha com a tomada pelo presidente Donald Trump durante seu primeiro mandato, entre 2017 e 2021, quando já retirou os EUA da Unesco - além de deixar a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Conselho de Direitos Humanos da ONU, entre outros tratados -, embora o ex-presidente Joe Biden tenha reintegrado Washington ao órgão.
Essa é a terceira vez que os Estados Unidos deixam a Unesco, depois da medida mencionada por Trump e da adotada em 1984 pelo então presidente, o republicano Ronald Reagan, uma pausa que durou até 2003, quando Washington retornou à organização sob o comando de George W. Bush.
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