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O governo chinês enfatiza que "o protecionismo prejudica os interesses de todas as partes" e "é impopular".
MADRID, 29 maio (EUROPA PRESS) -
O governo chinês reiterou nesta quinta-feira que "não há vencedores" em uma guerra comercial, depois que um tribunal federal dos Estados Unidos ordenou a suspensão da maioria das tarifas globais do presidente Donald Trump, considerando que ele excedeu suas funções ao adotar essa medida, que considerou "ilegal".
"A China expressou repetidamente sua posição sobre a questão tarifária. Não há vencedores em uma guerra tarifária ou comercial", disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, que enfatizou que "o protecionismo prejudica os interesses de todas as partes" e "é impopular", conforme relatado pela agência de notícias chinesa Xinhua.
As palavras de Mao foram proferidas horas depois que o Tribunal de Comércio Internacional dos EUA ordenou a suspensão das tarifas de 30% sobre o gigante asiático, das taxas de 25% sobre alguns produtos do México e do Canadá, bem como das tarifas globais de 10%.
Em resposta, a Casa Branca afirmou que recorrerá da decisão, argumentando que as tarifas são necessárias porque os déficits comerciais dos EUA com outros países "criaram uma emergência nacional que dizimou as comunidades americanas", segundo o porta-voz adjunto da presidência dos EUA, Kush Desai.
"Não cabe a juízes não eleitos decidir como lidar adequadamente com uma emergência nacional. O presidente Trump se comprometeu a colocar os Estados Unidos em primeiro lugar, e a administração está empenhada em usar todos os recursos do poder executivo para enfrentar essa crise e restaurar a grandeza americana", acrescentou, de acordo com uma declaração divulgada pela rede de televisão americana CNN.
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