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MADRID 27 ago. (EUROPA PRESS) -
O governo chinês disse na quarta-feira que "não é razoável ou realista" que Pequim se junte aos Estados Unidos e à Rússia nas negociações de desarmamento nuclear, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que havia discutido o assunto com seu homólogo russo, Vladimir Putin, e que queria que o gigante asiático também estivesse envolvido nesse processo.
"As capacidades nucleares da China não estão no mesmo nível que as dos Estados Unidos. As políticas nucleares e os climas de segurança estratégica desses dois países também são fundamentalmente diferentes", explicou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, que enfatizou que "pedir à China que participe de negociações trilaterais com os Estados Unidos e a Rússia não é razoável nem realista".
Ele também afirmou que Pequim adere a "uma política de não utilização em primeiro lugar" e acrescentou que o país também está buscando "uma estratégia de autodefesa nuclear", antes de ressaltar que a China "sempre manteve suas forças nucleares no nível mínimo necessário para garantir a segurança nacional", de acordo com o jornal chinês 'Global Times'.
"A China não está envolvida em uma corrida armamentista com nenhum país, e o poder e a política nuclear da China fazem uma importante contribuição para a paz mundial", disse ele, enfatizando que os países com os maiores arsenais nucleares - os Estados Unidos e a Rússia - devem cumprir sua "responsabilidade" e reduzir "significativamente" seus arsenais para alcançar o "desarmamento total e abrangente".
Os comentários de Guo foram feitos depois que Trump observou que a recente cúpula com Putin no estado americano do Alasca foi "um dia muito bem-sucedido em relação a outras coisas, porque falamos sobre muitas coisas diferentes, incluindo mísseis e (energia) nuclear". "Falamos sobre a limitação das armas nucleares. Vamos incluir a China nisso", disse ele, sem que Moscou comentasse as observações.
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