Publicado 26/03/2026 11:08

A China está disposta a "reforçar a cooperação" com a AIEA para impulsionar o regime de não proliferação nuclear

O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, ao lado do ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, durante uma visita a Pequim.
OIEA

MADRID 26 mar. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, comunicou nesta quinta-feira ao diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, sua disposição de “reforçar a cooperação” entre as partes para “salvaguardar o regime de não proliferação nuclear” e “manter a paz no mundo”.

Em uma reunião entre as partes em Pequim, capital chinesa, Wang destacou que o gigante asiático pretende “continuar aderindo aos princípios do multilateralismo, defendendo a autoridade e o status da Carta das Nações Unidas, além de promover um sistema de governança mais global, justo e equitativo”, conforme consta em um comunicado do Ministério das Relações Exteriores.

Da mesma forma, ele enfatizou que “o mundo hoje é turbulento e instável, com alguns países ignorando as regras e substituindo a cooperação pelo assédio”. “A ordem internacional pós-Segunda Guerra Mundial enfrenta desafios sem precedentes; o sistema internacional sofre uma crise de confiança e o mundo corre grave risco de voltar à lei da selva”, observou.

Além disso, lamentou que o conflito no Oriente Médio esteja se alastrando e que suas repercussões “se propaguem rapidamente”. “Atacar instalações nucleares teria consequências graves e incalculáveis, e poderia mergulhar a população da região na miséria”.

“Devemos impedir que o confronto se intensifique e afete a paz mundial e a estabilidade regional. A história tem demonstrado repetidamente que o militarismo nunca é o caminho certo. Somente um cessar-fogo imediato e a retomada do diálogo e da negociação podem eliminar verdadeiramente as causas profundas do conflito”, afirmou.

Grossi, por sua vez, afirmou que a China “é uma das grandes potências nucleares e um membro importante da AIEA” e lamentou que o mundo “enfrente mudanças imprevisíveis e uma incerteza preocupante”. “Todos os países devem trabalhar juntos para enfrentar esses desafios”, lamentou.

É por isso que destacou o papel do presidente chinês, Xi Jinping, que “demonstrou seu firme apoio ao sistema internacional, com a ONU em seu centro, e que é apreciado pela AIEA”. “Foi uma honra encontrar-me com o ministro das Relações Exteriores, Wang Yi”, afirmou em uma mensagem divulgada nas redes sociais.

“Tivemos uma importante troca de pontos de vista sobre o papel fundamental do multilateralismo e das Nações Unidas no contexto dos desafios globais atuais. Agradeço o compromisso da China com a missão da AIEA e com o regime de não proliferação, e espero continuar nossa sólida cooperação”, reforçou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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