Johannes Neudecker/dpa - Arquivo
MADRID 27 maio (EUROPA PRESS) -
As autoridades chinesas descartaram nesta terça-feira o envio de "armas letais" à Rússia, após as acusações feitas pelo governo ucraniano, que também advertiu que entre a suposta centena de cidadãos chineses destacados no âmbito da invasão russa haveria agentes de inteligência.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, disse em uma coletiva de imprensa que a posição da China sobre a guerra na Ucrânia "tem sido clara desde o início". "Temos solicitado ativamente um cessar-fogo, enquanto tentamos persuadir as partes a alcançar a paz e promover conversações de paz", disse ela.
"A China nunca forneceu armas letais a nenhuma das partes e mantém um controle rigoroso dos dispositivos que podem ter um uso duplo. Somos muito claros ao tratar desse assunto e nos opomos a qualquer acusação de suposta manipulação política", disse ele.
Na segunda-feira, os serviços de inteligência ucranianos também alertaram que a China estava entregando produtos militarmente relevantes para cerca de 20 fábricas de armas russas.
Isso ocorre depois que a Ucrânia deteve dois cidadãos chineses no início de abril, após uma série de confrontos com as forças russas na província de Donetsk. O presidente ucraniano Volodimir Zelenski disse na época que esses eventos lançavam dúvidas sobre a suposta neutralidade de Pequim e afirmou que há evidências de que mais de cem soldados da China estão participando da guerra.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático