Publicado 21/07/2025 01:31

China denuncia sanções da UE contra suas empresas "sob acusações infundadas".

Dezenas de entidades chinesas na "lista negra" de Bruxelas por ajudarem Moscou em sua ofensiva contra Kiev

PEQUIM, 18 de julho de 2025 -- O Ministro do Comércio da China, Wang Wentao, fala em uma coletiva de imprensa realizada pelo Escritório de Informações do Conselho de Estado (SCIO) em Pequim, capital da China, em 18 de julho de 2025. O SCIO realizou uma co
Europa Press/Contacto/Jin Liangkuai

MADRID, 21 jul. (EUROPA PRESS) -

O governo chinês disse nesta segunda-feira estar "profundamente insatisfeito" com as sanções impostas há dois dias pela União Europeia a uma dezena de entidades do gigante asiático incluídas no novo pacote de ações da UE-27 contra a Rússia por sua invasão à Ucrânia, denunciando Bruxelas por ter tomado essa decisão de forma unilateral e sob "acusações infundadas".

"A China está profundamente insatisfeita com esse fato e se opõe fortemente a ele. A China sempre se opôs às sanções unilaterais que não têm base no direito internacional e não são autorizadas pelo Conselho de Segurança da ONU", disse o porta-voz do Ministério do Comércio, He Yongqian, em uma coletiva de imprensa, criticando especialmente as sanções anunciadas contra "duas instituições financeiras chinesas com base em acusações infundadas".

Pequim também apontou as autoridades da UE por ações que "contradizem o consenso dos líderes" da China e da UE, denunciando seu "sério impacto negativo sobre o comércio, as relações econômicas (e) a cooperação financeira" entre os dois lados.

Ela exigiu que a UE "ponha um fim imediato à prática imprópria de listar empresas e instituições financeiras chinesas", acusadas por Bruxelas de contribuir para a ofensiva militar russa no território ucraniano, e garantiu que "tomará as medidas necessárias para salvaguardar firmemente os direitos e interesses legítimos" de suas empresas.

Essas declarações ocorrem poucos dias antes da realização de uma cúpula entre a UE e o país asiático nesta quinta-feira, 24 de julho, em Pequim, que contará com a presença do presidente do Conselho Europeu, António Costa, e da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que serão recebidos pelo presidente chinês, Xi Jinping. Durante a reunião, espera-se que os líderes europeus e chineses discutam suas relações comerciais e questões internacionais, incluindo o conflito na Ucrânia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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