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Reafirma seu apoio a Cuba e pede aos EUA que suspendam o bloqueio e as sanções contra a ilha MADRID 12 jan. (EUROPA PRESS) -
As autoridades chinesas defenderam nesta segunda-feira suas alianças na América Latina após as contínuas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e indicaram que os países da região “são todos Estados soberanos e independentes, com direito a escolher de forma independente seus parceiros comerciais”.
Foi o que expressou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, que indicou durante uma coletiva de imprensa que “independentemente das mudanças que ocorram, a China continuará encarnando uma cooperação prática com os países latino-americanos, entre eles a Venezuela”, segundo o jornal chinês Global Times.
“Tudo isso”, declarou ela, “será feito com o objetivo de impulsionar um desenvolvimento comum”. Com essas palavras, ela reagiu às declarações de Trump, que afirmou que a Rússia e a China “só podem comprar petróleo venezuelano sob controle dos Estados Unidos”. “Se os Estados Unidos não tivessem assumido o controle desse petróleo, eles o teriam feito”, alertou.
Por outro lado, Pequim reafirmou seu apoio a Cuba para “salvaguardar sua soberania nacional e sua segurança” diante da “ingerência externa”, ao mesmo tempo em que pediu ao governo americano “pôr fim imediatamente ao bloqueio e retirar as sanções” impostas contra a ilha.
“Pedimos a retirada de qualquer tipo de medida coercitiva imposta a Cuba e a adoção de medidas que promovam a paz e a estabilidade na região”, reforçou, um dia depois de o magnata nova-iorquino instar as autoridades cubanas a “chegar a um acordo”, após destacar que, após a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no último fim de semana, “acabaram-se” os envios de petróleo e dinheiro de Caracas.
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