Publicado 21/01/2026 07:10

China defende o papel da ONU diante da ideia de Trump de que o Conselho de Paz para Gaza a substitua no futuro

Archivo - Arquivo - CHINA, PEQUIM - 23 DE OUTUBRO DE 2025: O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, realiza uma coletiva no Ministério das Relações Exteriores da China.
Europa Press/Contacto/Artyom Ivanov - Arquivo

MADRID 21 jan. (EUROPA PRESS) - As autoridades chinesas defenderam nesta quarta-feira as Nações Unidas e suas agências e estruturas, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou que o Conselho de Paz de Gaza, criado pelos Estados Unidos para administrar o cenário pós-guerra, poderia se tornar uma instituição global que substituiria eventualmente a ONU.

“A China sempre praticou um multilateralismo autêntico. Independentemente de como a situação internacional mude, a China defende firmemente o sistema internacional centrado na ONU”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, em declarações recolhidas pelo jornal chinês Global Times.

Nesse sentido, ele enfatizou o compromisso de Pequim com “a ordem internacional baseada no Direito Internacional e nas normas básicas das relações internacionais sustentadas nos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas”.

Trump afirmou que o Conselho de Paz para a Faixa de Gaza “poderia” substituir as Nações Unidas, após criticar o organismo internacional por “não ser muito útil” para a resolução de conflitos internacionais.

Embora tenha apontado que “é preciso deixar a ONU continuar porque seu potencial é enorme”, o presidente americano reivindicou que “as Nações Unidas devem fazer algo mais” para que, “espero”, o Conselho de Paz não seja necessário. “Com todas as guerras que resolvi, nunca me ajudaram em nenhuma”, denunciou. O Conselho de Paz, que exercerá a função de órgão de supervisão em Gaza, será liderado por Trump e integrado por chefes de Estado de todo o mundo. A China confirmou que recebeu o convite de Washington para se juntar a esta instituição, embora não tenha confirmado se finalmente irá integrá-la.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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