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MADRID 21 jan. (EUROPA PRESS) - As autoridades chinesas defenderam nesta quarta-feira as Nações Unidas e suas agências e estruturas, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou que o Conselho de Paz de Gaza, criado pelos Estados Unidos para administrar o cenário pós-guerra, poderia se tornar uma instituição global que substituiria eventualmente a ONU.
“A China sempre praticou um multilateralismo autêntico. Independentemente de como a situação internacional mude, a China defende firmemente o sistema internacional centrado na ONU”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, em declarações recolhidas pelo jornal chinês Global Times.
Nesse sentido, ele enfatizou o compromisso de Pequim com “a ordem internacional baseada no Direito Internacional e nas normas básicas das relações internacionais sustentadas nos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas”.
Trump afirmou que o Conselho de Paz para a Faixa de Gaza “poderia” substituir as Nações Unidas, após criticar o organismo internacional por “não ser muito útil” para a resolução de conflitos internacionais.
Embora tenha apontado que “é preciso deixar a ONU continuar porque seu potencial é enorme”, o presidente americano reivindicou que “as Nações Unidas devem fazer algo mais” para que, “espero”, o Conselho de Paz não seja necessário. “Com todas as guerras que resolvi, nunca me ajudaram em nenhuma”, denunciou. O Conselho de Paz, que exercerá a função de órgão de supervisão em Gaza, será liderado por Trump e integrado por chefes de Estado de todo o mundo. A China confirmou que recebeu o convite de Washington para se juntar a esta instituição, embora não tenha confirmado se finalmente irá integrá-la.
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