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MADRID 29 ago. (EUROPA PRESS) -
As autoridades chinesas criticaram nesta sexta-feira a polêmica visita do senador norte-americano Roger Wicker, presidente do Comitê de Serviços Armados do Senado, e asseguraram que este tipo de contato "mina sua soberania" e representa uma "violação do princípio de 'uma só China' pelo qual o gigante asiático rege sua política interna".
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, disse em uma coletiva de imprensa que Pequim "se opõe a essas visitas oficiais e interações entre os Estados Unidos e Taiwan", ao mesmo tempo em que advertiu que isso envia "o sinal errado às forças separatistas que promovem a independência de Taiwan".
"A China expressa sua profunda insatisfação com isso", disse ele durante uma coletiva de imprensa, abordando uma questão que Pequim vê puramente como uma questão de política interna.
Ele reiterou que "há apenas uma China" e enfatizou que Taiwan é "uma parte inalienável do território dessa China". "Pedimos aos Estados Unidos que respeitem esse princípio e os três comunicados sino-americanos assinados no passado", acrescentou.
"É importante que eles parem de interferir em nossos assuntos internos sob qualquer pretexto e parem de provocar tensões no Estreito de Taiwan", enfatizou, embora Wicker, que já está em Taiwan, esteja programado para se encontrar com o presidente taiwanês Lai Ching Te no final do dia.
Wicker disse que estava "encantado por fazer parte da delegação dos EUA". "Continuarei a fazer parte dela no futuro", acrescentou ele da ilha, onde viajou com a senadora republicana Deb Fischer.
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