Publicado 15/07/2026 10:28

A China critica o projeto de lei dos Estados Unidos que visa aplicar sanções aos compradores de petróleo e gás russo

Archivo - Arquivo - Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China.
Johannes Neudecker/dpa - Arquivo

MADRID 15 jul. (EUROPA PRESS) -

As autoridades chinesas criticaram nesta quarta-feira o projeto de lei dos Estados Unidos que visa impor sanções contra os principais compradores de petróleo e gás russo, entre os quais se encontra a gigante asiática, e alertaram que Pequim poderia adotar medidas “em resposta” para “proteger os interesses” de suas empresas.

“A China se opõe firmemente às sanções unilaterais ilegais que carecem de fundamento no Direito Internacional e que não contam com a autorização do Conselho de Segurança da ONU”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, durante uma coletiva de imprensa.

Assim, ele enfatizou que as autoridades chinesas poderiam tomar as medidas “necessárias” para “defender os direitos e interesses legítimos de suas empresas e cidadãos diante de qualquer possível aplicação dessas medidas”. “Aplicar medidas de dois pesos e duas medidas e recorrer à coerção acabará sendo contraproducente”, destacou ele, conforme consta de um comunicado do Ministério das Relações Exteriores.

O projeto de lei norte-americano sobre sanções contra a Rússia prevê tarifas de até 100% para os países que continuarem comprando petróleo e gás russos, uma redução em relação aos 500% propostos na versão inicial. Entre os cinco principais compradores está a China.

Senadores norte-americanos anunciaram na sexta-feira ter chegado a um acordo com o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para avançar na aprovação de um novo pacote de sanções contra a Rússia, embora ainda não esteja claro se o próprio Trump apoiará diretamente essa legislação.

O pacote permitiria impor tarifas elevadas às importações provenientes dos países que compram petróleo, urânio e gás natural russos, com possíveis exceções para os países que contribuam para o esforço bélico da Ucrânia no contexto da invasão russa.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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