Aaron Schwartz - Pool via CNP / Zuma Press / Europ
Lai se mostra disposto a conversar com o presidente dos Estados Unidos e destaca a importância do comércio de armas
MADRID, 21 maio (EUROPA PRESS) -
As autoridades chinesas criticaram duramente, nesta quinta-feira, o governo dos Estados Unidos após as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre uma possível conversa com o presidente de Taiwan, Lai Ching Te, o que provocaria um aumento da tensão entre Washington e Pequim, que considera a ilha mais uma província sob sua soberania.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, indicou durante uma coletiva de imprensa que o país “se opõe a qualquer intercâmbio oficial entre os Estados Unidos e a região chinesa de Taiwan”, ao mesmo tempo em que criticou duramente possíveis vendas de armas ao território.
“Esta postura é firme, clara e consistente”, afirmou o porta-voz, segundo informações coletadas pelo jornal ‘Global Times’. Assim, ele criticou duramente as palavras de Trump sobre o assunto e pediu aos Estados Unidos que “respeitem as declarações e os consensos” alcançados entre as partes no passado e durante a cúpula entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping.
Nesse sentido, pediu que “essa questão seja tratada com a maior prudência, evitando enviar sinais errados às forças separatistas e independentistas de Taiwan”, e solicitou que “sejam adotadas medidas concretas para salvaguardar a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan e gerar um momento de desenvolvimento estável no âmbito das relações entre a China e os Estados Unidos”.
Suas palavras vêm depois que o próprio Lai se mostrou aberto a manter tal conversa diante da possibilidade de que os contratos de compra e venda de armas “continuem”, após Trump ter colocado na mesa, na quarta-feira, a possibilidade de falar com o líder taiwanês — uma ligação sem precedentes em anos por parte de um presidente americano e que representaria uma reviravolta nas relações diplomáticas entre as partes.
“Vou falar com ele”, afirmou Trump, que insistiu que sua intenção é “conversar com todo mundo”. “Vamos trabalhar na questão de Taiwan. Estamos cuidando disso”, afirmou, embora, por enquanto, não haja detalhes sobre quando ou se essa ligação telefônica finalmente ocorrerá.
Em resposta, Lai afirmou em declarações à imprensa que “se houver a possibilidade de falar com Trump, abordará a necessidade de obter capacidades e equipamentos militares dos Estados Unidos para manter a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan”, segundo informações da agência de notícias taiwanesa CNA.
Além disso, ele enfatizou que essas duas questões são “essenciais para a segurança global e a prosperidade”. “O governo de Taiwan mantém o ‘status quo’ sem arrogância e é um guardião da paz e da estabilidade na região. É a China que rompe com tudo isso”, afirmou.
Os presidentes dos Estados Unidos e de Taiwan não conversam diretamente desde o final da década de 1970, quando Washington promoveu uma mudança no reconhecimento diplomático da ilha.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático