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Pequim adverte que "nenhum país deve ter a fantasia de que pode reprimi-los" enquanto mantém boas relações com eles
Um relacionamento "saudável e estável" com a UE "tornará o mundo mais brilhante", diz o ministro das Relações Exteriores da China
MADRID, 7 mar. (EUROPA PRESS) -
O governo chinês criticou nesta sexta-feira a imposição de "tarifas arbitrárias" pelos Estados Unidos, particularmente contra seus produtos, e acusou a administração de Donald Trump de "responder ao bem com o mal", ao mesmo tempo em que defendeu uma "coexistência pacífica" entre Pequim e Washington.
"A China tem ajudado os Estados Unidos de várias maneiras por razões humanitárias. Os EUA não devem retribuir o bem com o mal, nem mesmo impor tarifas arbitrárias sobre os produtos chineses. Nenhum país importante e responsável deveria fazer isso", disse o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, durante uma coletiva de imprensa.
Nesse sentido, ele garantiu que "a China sempre toma medidas resolutas contra o tráfico e a fabricação de drogas, e implementou as políticas antidrogas mais duras e abrangentes do mundo atualmente". Assim, ele destacou que "o abuso de fentanil nos Estados Unidos é um problema que deve ser enfrentado e resolvido pela própria Casa Branca".
O chefe da diplomacia chinesa pediu a Washington que "revise o que conseguiu com as guerras tarifárias e comerciais" nos últimos anos. "Seu déficit comercial aumentou ou diminuiu? Sua indústria se tornou mais ou menos competitiva? A inflação dos EUA aumentou ou diminuiu? A vida de seu povo melhorou ou piorou?", questionou.
"As relações comerciais entre a China e os EUA são baseadas em interações recíprocas e bidirecionais. A cooperação trará benefícios mútuos, e a China definitivamente tomará contramedidas em resposta à pressão arbitrária", disse ele.
Wang, que disse que "o respeito mútuo é uma regra básica" que rege as relações entre os Estados, alertou que "nenhum país deve fantasiar que pode reprimir a China e, ao mesmo tempo, manter boas relações". "Esses padrões duplos não são bons para a estabilidade das relações bilaterais ou para a construção de confiança mútua", disse ele.
Nesse contexto, ele indicou que ambos os países "devem buscar a coexistência pacífica", como defendeu o presidente chinês Xi Jinping em um telefonema com Trump no início deste ano, no qual ele declarou que "o confronto e o conflito não devem ser uma opção".
"Dados os amplos interesses comuns e o amplo espaço para cooperação, é inteiramente possível que a China e os Estados Unidos se tornem parceiros que se ajudam mutuamente a ter sucesso e prosperar juntos", explicou.
RELAÇÕES COM A UE
Com relação aos laços com a União Europeia, após 50 anos de relações bilaterais e "quando o mundo está se tornando mais desafiador e complexo", o ministro das Relações Exteriores da China disse que um "relacionamento saudável e estável elevará ambos os lados e tornará o mundo mais brilhante".
"Nesse relacionamento de meio século, o bem mais valioso é o respeito mútuo, o impulso mais poderoso é o benefício mútuo, o maior consenso unificador é o multilateralismo e a caracterização mais precisa é a de parceiros cooperativos", disse ele.
Além disso, ele enfatizou que a China e a UE juntas representam mais de um terço da economia mundial, "e a cooperação entre as duas tem maior valor estratégico e influência global". "Nas últimas cinco décadas, a cooperação entre a China e a UE percorreu um longo caminho", enfatizou.
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