Publicado 10/06/2026 05:45

China critica as novas sanções "unilaterais" da UE contra a Rússia: "Carecem de base jurídica"

Entre as empresas afetadas encontram-se entidades com sede em território chinês

Archivo - Arquivo - Imagem de arquivo de uma bandeira da China.
JULIEN DELFOSSE / DPPI Media / AFP7 / Europa Press

MADRID, 10 jun. (EUROPA PRESS) -

As autoridades chinesas criticaram nesta quarta-feira o novo pacote de sanções anunciado pela União Europeia contra a Rússia, em uma tentativa de reforçar a pressão sobre o país em plena invasão da Ucrânia, e lamentaram que se trate de ações “unilaterais” que “carecem de base legal”.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, indicou durante uma coletiva de imprensa que a nova rodada de restrições, que poderia afetar empresas sediadas em países como China, Turquia e Índia, entre outros, é “ilegal” e “não conta com a autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas”, conforme noticiado pelo jornal 'Global Times'.

"A China manifestou sua rejeição em várias ocasiões à UE sobre esta questão e solicitou que essas práticas errôneas sejam corrigidas e que se ponha fim a esse tipo de sanções unilaterais. Vamos acompanhar de perto os acontecimentos e tomaremos as medidas necessárias para salvaguardar nossos direitos e interesses legítimos”, afirmou.

Bruxelas, que busca manter a pressão sobre Moscou para sufocar sua economia como retaliação à invasão da Ucrânia, afirmou que se concentrará nos setores de maior impacto, como energia, serviços financeiros, criptomoedas, comércio e, pela primeira vez, pesca.

Além disso, essas sanções têm como objetivo combater as entidades que apoiam o complexo militar e industrial russo, o que inclui cerca de trinta designações relacionadas à fabricação de drones e restrições para 50 empresas ligadas às exportações, entre as quais se encontrariam as chinesas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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