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MADRID 3 jun. (EUROPA PRESS) -
As autoridades chinesas criticaram nesta quarta-feira as negociações de delimitação marítima "ilegais e inválidas" anunciadas pelo Japão e pelas Filipinas, insistindo que elas afetam a ilha de Taiwan, território com administração autônoma, mas reivindicado pela China.
“A zona marítima que o Japão e as Filipinas pretendem delimitar fica a leste da ilha chinesa de Taiwan”, afirmou a porta-voz do Escritório de Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado, Zhu Fenglian, em declarações divulgadas pela agência Xinhua.
Nesse sentido, ela criticou que essas negociações “violam gravemente os direitos e interesses marítimos da China, violam gravemente o Direito Internacional e as normas básicas que regem as relações internacionais”, pelo que terminou classificando-as como “totalmente ilegais e inválidas”.
Zhu reiterou que, em ambos os lados do Estreito de Taiwan, os cidadãos são membros da nação chinesa e devem salvaguardar a soberania e a integridade territorial da China.
O Japão e as Filipinas concordaram em iniciar conversações para estabelecer uma delimitação marítima entre as duas nações, negociações nas quais Tóquio se recusou a incluir Taiwan, enfatizando que o acordo “não seria juridicamente vinculativo para terceiros”.
Apesar de não compartilharem fronteiras, como países costeiros, o Japão e as Filipinas têm o direito de estabelecer uma zona econômica exclusiva que se estende por 200 milhas náuticas, cerca de 370 quilômetros a partir de suas costas, uma zona que, em parte, também se sobrepõe a parte da zona econômica de Taiwan, razão pela qual a China vê esse processo com desconfiança.
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