Publicado 03/06/2026 06:40

China critica as negociações "ilegais e inválidas" sobre delimitação marítima entre o Japão e as Filipinas

Archivo - Arquivo - PEQUIM, 8 de abril de 2026  -- Zhu Fenglian, porta-voz do Gabinete de Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado, gesticula durante uma coletiva de imprensa em Pequim, capital da China, em 8 de abril de 2026.
Europa Press/Contacto/Pan Xu - Arquivo

MADRID 3 jun. (EUROPA PRESS) -

As autoridades chinesas criticaram nesta quarta-feira as negociações de delimitação marítima "ilegais e inválidas" anunciadas pelo Japão e pelas Filipinas, insistindo que elas afetam a ilha de Taiwan, território com administração autônoma, mas reivindicado pela China.

“A zona marítima que o Japão e as Filipinas pretendem delimitar fica a leste da ilha chinesa de Taiwan”, afirmou a porta-voz do Escritório de Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado, Zhu Fenglian, em declarações divulgadas pela agência Xinhua.

Nesse sentido, ela criticou que essas negociações “violam gravemente os direitos e interesses marítimos da China, violam gravemente o Direito Internacional e as normas básicas que regem as relações internacionais”, pelo que terminou classificando-as como “totalmente ilegais e inválidas”.

Zhu reiterou que, em ambos os lados do Estreito de Taiwan, os cidadãos são membros da nação chinesa e devem salvaguardar a soberania e a integridade territorial da China.

O Japão e as Filipinas concordaram em iniciar conversações para estabelecer uma delimitação marítima entre as duas nações, negociações nas quais Tóquio se recusou a incluir Taiwan, enfatizando que o acordo “não seria juridicamente vinculativo para terceiros”.

Apesar de não compartilharem fronteiras, como países costeiros, o Japão e as Filipinas têm o direito de estabelecer uma zona econômica exclusiva que se estende por 200 milhas náuticas, cerca de 370 quilômetros a partir de suas costas, uma zona que, em parte, também se sobrepõe a parte da zona econômica de Taiwan, razão pela qual a China vê esse processo com desconfiança.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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