GOBIERNO DE PAKISTÁN - Arquivo
MADRID 21 maio (EUROPA PRESS) -
As autoridades chinesas confirmaram nesta quinta-feira que o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, tem previsto viajar neste sábado para a capital chinesa, Pequim, onde se reunirá com o presidente do país, Xi Jinping, em uma viagem que se estenderá até a próxima terça-feira e que ocorre em um momento de crescente tensão no Oriente Médio.
“Os líderes da China e do Paquistão trocarão pontos de vista durante uma série de conversas exaustivas no âmbito das relações bilaterais entre os dois países, o que lhes permitirá abordar questões de interesse mútuo”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, segundo o jornal ‘Global Times’.
Embora não tenham especificado se abordarão a situação no Irã, que se encontra estagnada enquanto se aguarda que as partes cheguem a um acordo para um cessar-fogo definitivo, Islamabad e Pequim buscam continuar mediando o conflito após a ofensiva lançada no final de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel.
“A visita de Sharif constitui um importante intercâmbio de alto nível entre os dois países nesta ocasião significativa. A China e o Paquistão são bons amigos e parceiros estratégicos de cooperação. Nos últimos 75 anos, as relações bilaterais resistiram a todas as provações e permaneceram inabaláveis, estabelecendo um excelente exemplo para as relações entre Estados”, afirmou Guo.
Assim, ele esclareceu que, nos últimos anos, e “guiados pela orientação estratégica dos dois líderes”, as partes mantiveram “intercâmbios frequentes de alto nível e avançaram de forma constante na cooperação prática, alcançando resultados frutíferos” na área econômica.
"Ambas as partes mantiveram uma comunicação e coordenação estreitas em questões internacionais e regionais importantes, salvaguardando eficazmente seus interesses comuns e promovendo a paz, a estabilidade e o desenvolvimento regional. A China espera que ambas as partes aproveitem esta visita como uma oportunidade para levar adiante a amizade tradicional, aprofundar a cooperação integral e escrever conjuntamente um novo capítulo na construção de uma comunidade China-Paquistão ainda mais estreita", concluiu.
A tensão continua aumentando, apesar de os Estados Unidos e o Irã estarem imersos em um processo de diálogo. As divergências nas posições têm impedido, até o momento, a realização de uma segunda reunião em Islamabad, a capital paquistanesa, que sediou um primeiro encontro presencial após o acordo de cessar-fogo firmado em 8 de abril, prorrogado desde então sem prazo determinado pelo presidente norte-americano, Donald Trump.
O bloqueio do Estreito de Ormuz e o recente assalto e apreensão de navios iranianos na zona por parte das forças americanas têm sido um dos motivos invocados por Teerã para não comparecer a Islamabad, uma vez que considera que essas ações constituem uma violação do cessar-fogo que impede o processo de diálogo. Apesar disso, ambos os países mantêm seus contatos por meio da mediação paquistanesa.
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