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MADRID 16 out. (EUROPA PRESS) -
As autoridades chinesas condenaram nesta quinta-feira as sanções impostas pelo Reino Unido contra a Rússia, que incluem medidas contra refinarias, usinas de gás e empresas portuárias chinesas, considerando que estas "violam o direito internacional" e são restrições "unilaterais" que "não têm a autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas".
Durante uma coletiva de imprensa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, indicou que Pequim se opõe "veementemente" a qualquer medida desse tipo e expressou sua "rejeição total" às medidas de retaliação tomadas contra empresas chinesas pelo Reino Unido.
Lin afirmou que as autoridades apresentaram as queixas pertinentes ao lado britânico, que alega que essas empresas estão ligadas ao setor energético russo, ao qual supostamente estão dando apoio diante das medidas adotadas pela comunidade internacional no contexto da invasão da Ucrânia.
"Diante da crise na Ucrânia, a China sempre demonstrou seu compromisso com um processo de paz. O comércio e a cooperação entre empresas chinesas e russas não devem sofrer interferência ou ser afetados. A China tomará as medidas necessárias para salvaguardar seus direitos e interesses legítimos", disse ele.
Na quinta-feira, Lin descartou qualquer ação cibernética contra os sistemas de computador do governo do Reino Unido, como alguns ex-funcionários britânicos de alto escalão vinham denunciando, apontando os "agentes estatais chineses" como responsáveis por atos desse tipo na última década, de acordo com relatos do Global Times.
"Essas alegações são pura calúnia e difamação. Pedimos àqueles que estão por trás delas que parem de fazer tais comentários e ponham um fim a essa manipulação política", disse ele.
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