Johannes Neudecker/dpa - Arquivo
MADRID, 19 mar. (EUROPA PRESS) -
O governo da China classificou nesta quinta-feira como “inaceitável” o assassinato de altos funcionários do Irã no âmbito da ofensiva lançada em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos e voltou a pedir o fim das hostilidades para “evitar que a situação fique fora de controle” no Oriente Médio.
“Nos opomos consistentemente ao uso da força nas relações internacionais. O assassinato de líderes do Estado do Irã e os ataques contra alvos civis são absolutamente inaceitáveis”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, durante uma coletiva de imprensa.
Assim, ele demonstrou a surpresa de Pequim com as declarações do governo de Israel sobre a existência de autorização para que o Exército israelense assassine qualquer alto funcionário iraniano sem necessidade de permissão “adicional”, após anunciar o assassinato do secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Ali Lariyani.
“A China pede às partes envolvidas que cessem imediatamente as ações militares e evitem que a situação saia do controle na região”, afirmou Lin, conforme noticiado pelo jornal chinês ‘Global Times’. “Um cessar-fogo e a cessação das hostilidades são a aspiração comum da comunidade internacional”, acrescentou.
O Irã confirmou em seu último balanço mais de 1.200 mortos pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos, embora a organização não governamental Human Rights Activists in Iran, com sede nos Estados Unidos, tenha elevado no domingo para mais de 3.000 o número de mortos, em sua maioria civis.
Entre os mortos por esses ataques estão, além de Lariyani, o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, bem como vários altos cargos do governo — entre eles os ministros da Defesa e da Inteligência —, do Exército e das forças de segurança, incluindo o comandante da força paramilitar Basij, Golamreza Soleimani.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático