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Pequim promoverá um debate sobre a Carta das Nações Unidas e centrará a agenda no Oriente Médio e na proteção dos civis
MADRID, 2 maio (EUROPA PRESS) -
A China assumiu nesta sexta-feira, 1º de maio, a presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU em um contexto internacional marcado pelo aumento das tensões e dos conflitos, conforme descrito por seu representante permanente junto às Nações Unidas, o embaixador Fu Cong.
Durante a apresentação do programa de trabalho do mês, Fu alertou que a situação global atravessa uma fase de crescente instabilidade, com um aumento dos confrontos, ao mesmo tempo em que o sistema multilateral e o Direito Internacional enfrentam “graves impactos”.
Nesse contexto, Pequim propôs a realização, no próximo dia 26 de maio, de uma sessão centrada em “defender os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas”, com o objetivo de que a comunidade internacional recupere o espírito fundacional da organização, preserve os resultados da Segunda Guerra Mundial e reforce o papel da ONU na ordem internacional.
O Conselho de Segurança abordará ao longo do mês diversas questões-chave, entre elas o conflito palestino-israelense, a situação na Síria e no Líbano ou a proteção da população civil em cenários de conflito armado. Segundo Fu, o órgão acompanhará de perto a evolução dos principais focos de tensão para promover a contenção entre as partes, favorecer o cessar-fogo e fomentar soluções políticas por meio do diálogo.
"EQUIDADE, ABERTURA E TRANSPARÊNCIA"
O diplomata garantiu que a China exercerá a presidência com uma atitude “responsável e construtiva”, guiada pelos princípios de “equidade, abertura e transparência”, e destacou a intenção de manter contatos estreitos com os diversos atores para alcançar o maior consenso possível dentro do Conselho.
Além disso, ele colocou em pauta a necessidade de reforçar a cooperação entre os membros do órgão e de concentrar os esforços em questões prioritárias, com o objetivo de responder de forma eficaz às expectativas da comunidade internacional.
Fu também abordou perante a imprensa outros assuntos de atualidade, como a situação no Irã, as relações entre a China e os Estados Unidos, a questão palestina e o processo de eleição do próximo secretário-geral das Nações Unidas.
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