Europa Press/Contacto/Chen Yehua
MADRID, 12 abr. (EUROPA PRESS) -
O governo chinês apresentou neste domingo algumas medidas comerciais “de boa vontade” às autoridades de Taiwan ao término da visita histórica da líder da oposição taiwanesa e presidente do Kuomintang, Cheng Li Wun, que as autoridades da ilha rejeitaram imediatamente, entendendo que se trata de um exercício de pressão que esconde, mais uma vez, a histórica reivindicação chinesa de soberania sobre o território.
Segundo a agência oficial de notícias chinesa Xinhua, entre as medidas propostas por Pequim estão, por exemplo, a retomada de certas viagens à ilha, facilidades para a venda de produtos agrícolas taiwaneses e investimentos na China para “promover ações que visem fomentar o desenvolvimento pacífico das relações entre os dois lados do estreito” após a reunião entre Cheng Li Wun e o presidente chinês, Xi Jinping, a primeira desse tipo em uma década.
A China também explorará o estabelecimento de um “mecanismo de comunicação regular” entre o Kuomintang e o Partido Comunista Chinês, segundo o comunicado.
Em resposta, a agência governamental taiwanesa responsável pelas relações com a China rejeitou todas as propostas apresentadas. O mecanismo de comunicação proposto pela China poderia representar uma violação da lei taiwanesa, e as concessões econômicas oferecidas por Pequim não passam de uma “forma de coerção”, uma vez que o governo chinês pode anulá-las a qualquer momento.
O governo de Taiwan reiterou que qualquer negociação política entre os dois lados do estreito requer autorização oficial, e o presidente taiwanês, Lai Ching Te, já havia avisado anteriormente que Taiwan está aberta ao diálogo com a China, mas não à custa da democracia nem dos interesses nacionais.
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