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MADRID 23 abr. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, expressou nesta quarta-feira seu apoio às negociações entre o Irã e todas as partes relevantes, incluindo os Estados Unidos, para "resolver a questão nuclear iraniana" e afirmou que "respeita os direitos do Irã de usar a energia nuclear pacificamente".
As negociações entre os dois países "contribuirão para manter o regime internacional de não proliferação e promover a paz e a estabilidade regionais", disse Wang Yi durante uma visita oficial à China de seu colega iraniano, Abbas Araqchi, de acordo com o jornal oficial chinês 'China Daily'.
A reunião entre os dois ministros das Relações Exteriores ocorreu antes da terceira rodada de negociações nucleares entre Teerã e Washington, marcada para sábado em Omã.
Em referência aos EUA, Wang declarou que os Estados Unidos "perderam a credibilidade e se isolaram da comunidade internacional", referindo-se à imposição de tarifas. Na mesma linha, o ministro das Relações Exteriores da China garantiu que "a comunidade internacional precisa se unir para defender o multilateralismo e salvaguardar as regras básicas que regem as relações internacionais".
Por sua vez, Abbas Araqchi afirmou que o Irã continuará apoiando a China "diante das tarifas imprudentes e das práticas de intimidação dos Estados Unidos" para se opor ao "unilateralismo e ao hegemonismo" e para "defender o multilateralismo".
Essas declarações dos dois representantes da potência americana foram feitas durante os primeiros contatos entre o Irã e os Estados Unidos desde que o primeiro governo de Donald Trump decidiu abandonar unilateralmente em 2018 o chamado Plano de Ação Integral Conjunto, um acordo nuclear histórico assinado três anos antes entre Teerã e as potências mundiais - todos os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, além da Alemanha e da União Europeia.
Trump acabou abandonando o acordo, uma conquista de seu antecessor Barack Obama, após alegar que o pacto não estava funcionando e que o Irã estava prestes a adquirir uma arma nuclear, apesar das constantes negações de Teerã. Desde então, o Irã tem se distanciado cada vez mais de seus compromissos com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
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