Europa Press/Contacto/Daniel Torok/White House
MADRID 12 jun. (EUROPA PRESS) -
O governo chinês anunciou nesta sexta-feira a prisão, sob a acusação de espionagem, de um cidadão portador de passaporte americano e diretor de um grupo de estudos políticos com sede na Birmânia, três dias antes de o líder da junta militar birmanesa, o general Min Aung Hlaing, se reunir em Pequim com o presidente da China, Xi Jinping.
O detido foi identificado como Min Zin, diretor executivo do Instituto de Política e Estratégia - Birmânia (ISP-M, na sigla em inglês), um grupo de estudos políticos especializado, há algum tempo, no acompanhamento da guerra que assola o país desde o golpe de Estado liderado pelo general em fevereiro de 2021.
Horas antes de o governo chinês anunciar a detenção, fontes próximas ao caso haviam informado a situação atual do analista ao jornal norte-americano “The New York Times”, oito dias depois de Min Zin ter sido dado como desaparecido na cidade de Kunming, perto da fronteira com a Birmânia.
Por fim, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, confirmou em coletiva de imprensa a detenção do analista “sob suspeita de participar de espionagem e colocar em risco a segurança nacional da China”, segundo declarações coletadas pela agência Bloomberg.
De acordo com os números analisados pelo Congresso dos EUA em 2024, havia na China, naquela época, cerca de 200 cidadãos americanos detidos. Alguns deles estão há mais de uma década atrás das grades, como Dawn Michelle Hunt, condenada por tráfico de drogas.
A questão dos prisioneiros americanos na China é um assunto extremamente delicado que o presidente dos EUA, Donald Trump, tratou pessoalmente e no mais alto nível com seu homólogo chinês, Xi Jinping, durante seu primeiro encontro em 2017 e, mais recentemente, durante a última visita do presidente americano à China há um mês.
Ao retornar de Pequim, Trump reiterou seu compromisso de conseguir a libertação dos presos políticos, na esperança de convencer o presidente chinês caso ele finalmente decida visitar os Estados Unidos em setembro deste ano, conforme combinado.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático