Alexander Kazakov/TASS via ZUMA / DPA - Arquivo
MADRID 16 jun. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, alertou nesta terça-feira que a próxima fase das negociações entre os Estados Unidos e o Irã com vistas a um acordo de paz que ponha fim ao conflito na região será “mais complicada”, agora que as partes chegaram a um acordo sobre um memorando de entendimento que será assinado oficialmente nesta sexta-feira na Suíça.
Durante uma conversa por telefone com o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, Wang indicou que “é possível prever” que haverá “mais dificuldades” a partir da assinatura e considerou que o Conselho de Segurança das Nações Unidas “deve desempenhar um papel mais importante para apoiar essas negociações”.
“O consenso atual está longe de ser definitivo. Pelo contrário, é um novo ponto de partida”, esclareceu Wang, segundo um comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores. “Alcançar uma paz duradoura no Oriente Médio e no Golfo exige esforços substanciais de todos”, destacou.
“Enquanto houver esperança de paz, o esforço vale a pena. Desde o início do conflito, a China tem colaborado com todas as partes, trabalhando ativamente para interromper os combates e promover a paz. Desde o início, a China tem apoiado firmemente o Paquistão, ressaltando a todas as partes que é um mediador confiável, e também tem colaborado com o Irã e os Estados Unidos, à sua maneira”, destacou.
Além disso, ele ressaltou que Pequim está disposta a trabalhar com o Paquistão para promover a paz. “Acreditamos que as negociações não devem dar marcha à ré, muito menos voltar ao uso da força”, esclareceu. “A jornada está na metade e o consenso atual está longe de ser o fim”, enfatizou.
“O Oriente Médio sofreu enormemente por causa da guerra, e seus habitantes merecem a paz. A China está disposta a colaborar (...) para promover incansavelmente a paz e o diálogo, e a continuar se empenhando para restabelecer a paz, a estabilidade e o desenvolvimento na região o mais rápido possível”, concluiu.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático