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MADRID 25 mar. (EUROPA PRESS) -
As autoridades chinesas alertaram nesta quarta-feira que o incidente ocorrido em sua Embaixada em Tóquio, capital japonesa, reflete o “crescente impacto da extrema direita e do neomilitarismo” no país asiático, onde persiste a “toxicidade” decorrente das “políticas equivocadas do governo japonês em relação às questões com a China”, o que inclui Taiwan.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, indicou durante uma coletiva de imprensa que esse tipo de ocorrência “demonstra o fracasso do Japão em manter a disciplina no seio de suas forças e em cumprir a responsabilidade de proteger os diplomatas chineses e as instalações consulares do país, além de seu pessoal”.
“No que diz respeito às medidas adotadas pela parte japonesa para lidar adequadamente com este incidente e eliminar as causas para evitar esses casos no futuro e de uma vez por todas, é melhor conversar com a parte japonesa. A comunidade internacional, incluindo a China, está observando”, declarou, segundo um comunicado.
Ele se pronunciou assim depois que um indivíduo supostamente pertencente ao Exército japonês invadiu a representação diplomática chinesa e ameaçou matar os diplomatas presentes no local. “Vocês viram um indivíduo que, armado com uma faca, entrou na Embaixada sem qualquer permissão para falar com o embaixador? O homem escalou um muro e entrou na Embaixada com uma faca de 18 centímetros de comprimento”, observou.
“Isso é o que a polícia japonesa apurou. Há também o fato de ele ter ameaçado os diplomatas chineses, supostamente em nome de Deus. A parte japonesa deve tomar medidas e investigar exaustivamente este incidente”, enfatizou.
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