Johannes Neudecker/dpa - Arquivo
MADRID, 23 mar. (EUROPA PRESS) -
O governo da China alertou nesta segunda-feira que a continuação do conflito no Oriente Médio, causada pela ofensiva lançada em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irã, ameaça arrastar a região para “um caos incontrolável”, depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou destruir as usinas elétricas iranianas caso o estreito de Ormuz não seja totalmente reaberto.
“As chamas da guerra no Oriente Médio continuam se espalhando”, lamentou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, que destacou que “se o conflito continuar se expandindo e a situação se agravar, toda a região cairá em um caos incontrolável”.
“O uso da força só levará a um círculo vicioso”, enfatizou Lin, que reiterou o “apelo firme” de Pequim a todas as partes para que “cessem imediatamente as operações militares, retornem ao diálogo e às negociações e evitem que continue esta guerra, que nunca deveria ter começado”.
Nesse sentido, ele enfatizou que “a China mantém comunicação com todas as partes relevantes sobre a situação atual e continua comprometida em promover uma redução das tensões”, conforme informou o jornal chinês ‘Global Times’.
Trump deu no sábado um ultimato de 48 horas ao Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, garantindo que, caso contrário, atacará as usinas de energia do país e alertando que haverá “uma destruição total”. “A destruição do Irã será total e funcionará maravilhosamente bem”, afirmou.
Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana advertiu nesta segunda-feira que está "decidida a responder a qualquer ameaça" e ressaltou que, caso Trump concretize sua ameaça, Teerã atacará “as usinas do regime ocupante (Israel) e as dos países da região que fornecem eletricidade às bases americanas”, bem como “a infraestrutura econômica, industrial e energética da qual os Estados Unidos são acionistas”.
As autoridades do Irã confirmaram em seu último balanço mais de 1.500 mortos pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos — incluindo 210 crianças —, embora a organização não governamental Human Rights Activists in Iran, com sede nos Estados Unidos, tenha elevado o número de mortos para mais de 3.000.
Entre os mortos figuram figuras de destaque como o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei; o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; e os ministros da Defesa e da Inteligência, Aziz Nasirzadeh e Esmaeil Khatib, respectivamente, bem como altos cargos das Forças Armadas e de outros órgãos de segurança.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático