Publicado 24/04/2026 23:44

A China alerta para o avanço "perigoso" do militarismo japonês e seus riscos para a estabilidade regional

Pequim acusa Tóquio de promover uma agenda de segurança mais ofensiva e de se aproximar da OTAN para fomentar o confronto

Ministério das Relações Exteriores da China
MINISTERIO DE EXTERIORES CHINO

MADRID, 25 abr. (EUROPA PRESS) -

O Ministério das Relações Exteriores da China alertou nesta sexta-feira sobre o "rápido e perigoso" aumento do militarismo no Japão, uma tendência que, em sua opinião, já constitui uma ameaça tangível à segurança internacional.

O porta-voz da diplomacia chinesa, Guo Jiakun, se pronunciou nesses termos durante uma coletiva de imprensa ao ser questionado sobre as recentes iniciativas de Tóquio em matéria de defesa e segurança, que Pequim apresentou como motivo de preocupação.

Guo lembrou que, no passado, o militarismo japonês foi responsável por “crimes hediondos” após “inventar supostas ameaças externas, incitar o nacionalismo, manipular o poder estatal, lançar guerras de agressão contra países estrangeiros e provocar a catástrofe aos povos” da região Ásia-Pacífico.

Nesse sentido, ele criticou o fato de que, atualmente, o Japão não tenha realizado uma reflexão profunda sobre esse legado histórico.

Segundo o porta-voz, setores conservadores japoneses estão promovendo constantemente uma guinada em direção a políticas de segurança “mais ofensivas e expansionistas”, com o objetivo de acelerar a militarização do país por meio da reconfiguração de sua indústria de defesa.

Da mesma forma, o Ministério das Relações Exteriores acusou Tóquio de tentar “confundir o certo com o errado” por meio de suas iniciativas políticas e diplomáticas.

Entre as medidas apontadas por Pequim a esse respeito estão a proposta de reforma da Constituição pacifista japonesa, a flexibilização das normas sobre exportação de armamento, a implantação de capacidades de mísseis ofensivos e o notável aumento dos gastos militares. Essas ações, segundo Guo, evidenciam a intenção de “abrir caminho para a expansão militar”.

O porta-voz também destacou a aproximação do Japão à Organização do Tratado do Atlântico Norte, interpretando-a como uma tentativa de envolver atores externos na região e fomentar dinâmicas de confronto.

Por fim, Guo alertou que as consequências históricas do militarismo japonês continuam presentes e instou os países da região, incluindo a China, a evitar seu ressurgimento. Em suas palavras, não se deve permitir que “as tragédias da história se repitam” nem que “ninguém ou nenhuma força comprometa a paz na região”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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