Europa Press/Contacto/Cheng-Chia Huang - Arquivo
MADRID 22 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades chinesas agradeceram nesta quarta-feira a Maurício, às Seychelles e a Madagascar por terem vetado a entrada em seus respectivos espaços aéreos do avião em que viajava o presidente de Taiwan, Lai Ching Te, o que acabou levando-o a cancelar sua viagem a Esuatini.
Esta é a primeira vez que um presidente de Taiwan tem de cancelar uma viagem ao exterior devido à recusa de terceiros em permitir que seu avião atravesse seu espaço aéreo; por isso, as autoridades de Taiwan classificaram a decisão como um “ato de subserviência” a Pequim, que busca frustrar as tentativas de Taipé de estabelecer relações diplomáticas oficiais.
A medida foi adotada pouco antes de Lai ter planejado deixar a ilha para se dirigir a Suazilândia, pelo que a visita fica, por enquanto, cancelada. Assim, as autoridades acusaram Pequim de fazer uso de “coação econômica” para conseguir o veto.
No entanto, o governo chinês agradeceu a adoção dessa medida, considerando que Taiwan é mais uma província sob sua soberania e insistindo na necessidade de bloquear as ações das “forças separatistas” da ilha.
Os laços entre a China e Taiwan foram rompidos em 1949, depois que as forças do partido nacionalista Kuomintang sofreram uma derrota na guerra civil contra o Partido Comunista e se transferiram para o arquipélago. As relações foram restabelecidas apenas em nível empresarial e informal na década de 1980.
O partido esteve à frente de Taiwan por cinco décadas como partido único até a chegada da democracia à ilha e tem como objetivo prioritário a unificação da mesma sob a bandeira chinesa. Cheng defendeu contra ventos e marés o chamado Consenso de 1992, as diretrizes da política pró-China do Kuomintang.
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