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MADRID 7 set. (EUROPA PRESS) -
As autoridades chinesas afirmaram nesta segunda-feira que sua cooperação com a Venezuela está “protegida” pelo Direito Internacional e não deve ser afetada pelo acordo energético firmado com os Estados Unidos, pelo qual Washington adquirirá uma parte das reservas de petróleo do país caribenho em troca de investimentos milionários no setor.
“A cooperação entre a China e a Venezuela está protegida pelo Direito Internacional e pela legislação de ambos os países, não tem qualquer relação com terceiros e não deve ser alvo de ingerências por parte de nenhum terceiro”, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, em declarações publicadas pelo jornal ‘Global Times’.
Nesse sentido, ela enfatizou que os direitos e interesses legítimos da China na Venezuela “devem ser protegidos”.
Essas declarações surgiram após o acordo petrolífero com os Estados Unidos, anunciado pela presidente interina, Delcy Rodríguez, e as implicações que ele pode ter nas relações entre Pequim e Caracas.
O plano prevê o desenvolvimento de 17 campos considerados estratégicos, com um potencial estimado de 65 bilhões de barris de petróleo, um investimento superior a 100 bilhões de dólares e uma receita tributária de mais de 209 bilhões de dólares para o Estado venezuelano.
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