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MADRID 7 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades chinesas afirmaram nesta terça-feira que o processo de mediação que estão facilitando entre o Paquistão e o Afeganistão “avança de forma constante”, embora tenham evitado fornecer mais detalhes sobre as conversações iniciadas na última quinta-feira para pôr fim às hostilidades entre os dois países.
“A China tem realizado esforços ativos de mediação para facilitar o diálogo entre o Paquistão e o Afeganistão. Ambas as partes valorizam e acolhem com satisfação a mediação da China e estão dispostas a sentar-se à mesa para dialogar”, afirmou em coletiva de imprensa a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning.
Assim, ela enfatizou que o processo de conversas facilitado pela China, cuja primeira fase ocorreu em Urumqi, capital da região autônoma de Xinjiang, está sendo “implementado” e “avançando de forma constante”. De qualquer forma, a porta-voz chinesa evitou entrar em detalhes sobre o conteúdo das conversas e se houve avanços cinco dias depois.
Do lado do Paquistão, enfatizou-se que as autoridades afegãs devem “demonstrar ações visíveis e verificáveis” para a redução da tensão, enquanto em Cabul os talibãs indicaram que o processo deve basear-se no “respeito mútuo e no contato construtivo”.
A zona de fronteira entre os dois países tem sido, há anos, palco de insegurança, especialmente devido aos ataques do Tehrik e do Talibã do Paquistão (TTP). As tensões culminaram, no final de fevereiro, em um novo conflito entre o Paquistão e o Afeganistão, após uma série de bombardeios por parte de Islamabad contra supostos alvos do TTP.
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