Johannes Neudecker/dpa - Arquivo
Pequim pede "a cessação imediata das operações militares" para evitar "um impacto ainda maior sobre o desenvolvimento econômico global" MADRID 16 mar. (EUROPA PRESS) -
O governo da China garantiu nesta segunda-feira que está em contato “com todas as partes” para abordar a situação no Estreito de Ormuz, afetado por graves restrições devido à resposta militar do Irã na região diante da ofensiva lançada de surpresa em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o país asiático.
“A China mantém comunicação com todas as partes sobre a situação atual e está comprometida em promover uma redução das tensões”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, que destacou que as tensões na região “afetaram as rotas comerciais internacionais” e “minaram a paz e a estabilidade regional e global”.
Assim, reiterou durante uma coletiva de imprensa o apelo de Pequim “a todas as partes” para que “cessem imediatamente as operações militares, evitem um maior recrudescimento das tensões e impeçam que a instabilidade regional tenha um impacto maior sobre o desenvolvimento econômico global”, conforme informou a agência de notícias chinesa Xinhua.
A Guarda Revolucionária do Irã reivindicou, nos últimos dias, vários ataques contra navios no estreito de Ormuz, como parte de sua resposta à referida ofensiva contra o país asiático, que também atacou território israelense e interesses norte-americanos no Oriente Médio, incluindo bases militares.
As autoridades do Irã confirmaram, em seu último balanço, mais de 1.200 mortos pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos, embora a organização não governamental Human Rights Watch in Iran, com sede nos Estados Unidos, tenha elevado no domingo para mais de 3.000 o número de mortos, em sua maioria civis.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático