MADRID, 2 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades chinesas advertiram nesta quarta-feira que as Filipinas "ameaçam a paz regional" em resposta à compra por Manila de outros 20 caças F-16 avaliados em 5,5 bilhões de dólares (cerca de 5 bilhões de euros) dos Estados Unidos.
"A cooperação em segurança e defesa das Filipinas com outros países não deve visar a terceiros ou prejudicar os interesses de terceiros. Tampouco deve ter qualquer impacto sobre a segurança regional ou exacerbar as tensões existentes", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun.
Ele pediu que "certas pessoas nas Filipinas não comentem sobre Taiwan", um território que a China considera uma província sob sua soberania e um "assunto interno" de sua política nacional. "Aqueles que brincam com fogo podem acabar se queimando", disse ele durante uma coletiva de imprensa.
O governo dos EUA havia aprovado horas antes a venda desses caças às Filipinas para atualizar a força aérea do principal aliado de Washington na região do Indo-Pacífico. A medida foi tomada poucos dias depois que o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, pediu para "enfrentar a ameaça chinesa".
Além disso, o próprio Hegseth visitou recentemente as Filipinas durante sua primeira visita à Ásia como chefe do Pentágono. Lá, ele disse que os dois países estavam buscando melhorar sua aliança militar para combater a "agressão chinesa" na região, que é de importância estratégica vital para os países da região.
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