MADRID, 25 ago. (EUROPA PRESS) -
O governo da China reiterou nesta terça-feira que adotará “todas as medidas necessárias” para “proteger com firmeza seus direitos e interesses legítimos” diante de qualquer ação por parte dos Estados Unidos contra o gigante asiático devido às suas relações econômicas e comerciais com o Irã, depois que Washington ameaçou aplicar sanções àqueles que mantiverem relações com Teerã como parte de uma “guerra econômica” contra o país.
“A China está acompanhando de perto os acontecimentos e adotará todas as medidas necessárias para proteger com firmeza seus direitos e interesses legítimos”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, que reiterou a oposição de Pequim às “sanções unilaterais ilegais”.
Assim, ele destacou que esse tipo de medida “carece de fundamento no Direito Internacional e não conta com a autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas”, antes de argumentar que “a guerra econômica e as táticas de pressão máxima não ajudam a resolver os problemas”, conforme relatado pelo jornal chinês ‘Global Times’.
Lin afirmou ainda que, na verdade, esse tipo de medida por parte de Washington “apenas intensificará os conflitos, provocará riscos colaterais, perturbará a ordem econômica e financeira mundial e prejudicará os direitos e interesses de outros países”, ao mesmo tempo em que defendeu que “a principal prioridade deve ser reduzir a tensão e retornar o mais rápido possível à via do diálogo e da negociação”.
As declarações de Pequim surgem depois que os Estados Unidos anunciaram, na segunda-feira, uma ofensiva comercial para cortar todas as fontes de financiamento do Irã, chegando a ameaçar com sanções todos os países que mantiverem laços comerciais com o país asiático, incluindo a China, a fim de alcançar um isolamento total da economia iraniana.
Essa medida de Washington ocorre, além disso, após o término do prazo de 60 dias que Washington e Teerã haviam estabelecido para chegar a um acordo global que pusesse fim ao conflito desencadeado pela ofensiva norte-americana-israelense lançada em 28 de fevereiro, embora as partes não tenham conseguido fechar um acordo, com receios quanto à possível eclosão de um novo conflito em grande escala.
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