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Washington justifica suas ações contra o “Mariner” pela suposta violação das sanções impostas contra a “frota fantasma” da Rússia MADRID 8 jan. (EUROPA PRESS) -
As autoridades chinesas acusaram nesta quinta-feira o governo dos Estados Unidos de “violar o Direito Internacional” ao interceptar “de forma arbitrária” e em águas do Atlântico Norte o petroleiro russo “Marinera”, anteriormente conhecido como 'Bella 1', por supostamente violar as sanções americanas ao fazer parte da chamada 'frota fantasma', que a Rússia utiliza para contornar as restrições ao setor energético na Venezuela. "Esta é uma grave violação do Direito Internacional. A China se opõe veementemente a qualquer ação que viole a Carta das Nações Unidas e seus princípios”, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, durante uma coletiva de imprensa. Nesse sentido, ela criticou o uso de “sanções impostas de forma ilegal e unilateral”. “Elas minam a lei e não foram aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU”, afirmou, ao mesmo tempo em que destacou que a China “se opõe a qualquer ato que infrinja a soberania e a segurança de outros países”. “Pequim é inequivocamente contra essas ações unilaterais. São inaceitáveis e violam a segurança e a soberania russas”, concluiu, de acordo com informações recolhidas pelo jornal chinês Global Times. Na operação realizada na quarta-feira para interceptar o navio, participou a fragata USS Munro da Guarda Costeira dos Estados Unidos, que realizou tarefas de rastreamento e acompanhamento após a ordem emitida por um tribunal federal americano.
Este episódio aumenta as tensões entre a Rússia e os Estados Unidos, depois de o navio ter sido interceptado por meios navais americanos enquanto tentava entrar em portos venezuelanos, contrariando o bloqueio americano ao petróleo de Caracas.
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