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Pequim lembra que foi lançada sem autorização do Conselho de Segurança da ONU e alerta para uma possível expansão regional MADRID 2 mar. (EUROPA PRESS) -
O governo da China acusou nesta segunda-feira os Estados Unidos de “violar o Direito Internacional” com sua ofensiva surpresa contra o Irã, lançada na madrugada de sábado, e expressou sua “profunda preocupação” com a expansão do conflito na região do Oriente Médio.
“Os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã sem autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o que viola o Direito Internacional”, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, que enfatizou que “a soberania, a segurança e a integridade territorial dos países vizinhos do Golfo também devem ser totalmente respeitadas”.
“Pedimos a todas as partes que cessem suas ações militares e evitem um maior recrudescimento do conflito”, disse ela, ao mesmo tempo em que exortou os países do Oriente Médio a “reforçarem a comunicação e o diálogo, em espírito de boa vizinhança, e trabalharem juntos em prol da paz e da estabilidade” diante da “situação complexa e delicada” na região.
Mao salientou ainda que a China não foi notificada antecipadamente da ofensiva planeada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que causou centenas de mortos, entre eles o líder supremo iraniano, o aiatola Alí Jamenei, falecido no sábado num bombardeamento contra o edifício onde se encontrava.
Por fim, destacou que mais de 3.000 cidadãos chineses foram evacuados até o momento do Irã, embora tenha confirmado a morte de um deles no contexto do conflito, conforme relatado pelo jornal chinês Global Times. “Expressamos nossas condolências pelo compatriota falecido e demonstramos nossa solidariedade à sua família”, concluiu.
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