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MADRID 6 jan. (EUROPA PRESS) -
As autoridades chinesas acusaram nesta terça-feira o governo dos Estados Unidos de "impor suas próprias regras acima do direito internacional" e pediram a libertação "imediata" do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que estão detidos em território norte-americano depois de terem sido capturados no fim de semana durante o bombardeio dos Estados Unidos a Caracas.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, deplorou a "grave violação da soberania da Venezuela e da estabilidade internacional" pelos Estados Unidos, que realizaram um ataque no sábado que matou dezenas de pessoas.
"Os Estados Unidos, que não respeitaram Nicolás Maduro como chefe de Estado, o levaram ao tribunal para um suposto julgamento, o que prejudica seriamente as relações internacionais. Nenhum país deve estar acima da lei", advertiu.
É por isso que ele pediu aos EUA que "libertem imediatamente Maduro e sua esposa e garantam a segurança de ambos". "Apoiamos firmemente o povo venezuelano na salvaguarda de sua soberania, segurança, direitos e interesses, e apoiamos a ideia da América Latina e do Caribe como zonas de paz", disse ele, de acordo com o Global Times.
A esse respeito, ele enfatizou que todos os países "devem respeitar os caminhos independentes seguidos por seus povos e aderir ao direito internacional e aos princípios estabelecidos na Carta das Nações Unidas". "As grandes potências, especialmente, devem assumir a liderança nesse sentido", acrescentou.
Quando perguntado sobre o reconhecimento de Delcy Rodríguez como a nova presidente encarregada da Venezuela, Mao esclareceu que Pequim "respeita a soberania e a independência" do país e, portanto, "respeita qualquer decisão tomada pelo governo venezuelano de acordo com sua constituição e leis".
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