Publicado 21/05/2026 10:01

A China acusa os EUA de “abusarem” do sistema judicial para exercer “pressão” sobre Cuba com a acusação contra Raúl Castro

Foto de arquivo do ex-presidente cubano Raúl Castro.
Europa Press/Contacto/John Pendygraft

MADRID 21 maio (EUROPA PRESS) -

As autoridades chinesas acusaram nesta quinta-feira o governo dos Estados Unidos de “abusar” da justiça para exercer “pressão” sobre Cuba, após a acusação formal do ex-presidente Raúl Castro pelo abate, há três décadas, de dois aviões civis pertencentes a uma organização da oposição, incidente que deixou quatro mortos.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, indicou durante uma coletiva de imprensa que Pequim “se opõe de forma constante e firme às sanções unilaterais ilegais que carecem de base no Direito Internacional e não são autorizadas pelo Conselho de Segurança da ONU”.

Assim, esclareceu que se opõe também ao “abuso de meios judiciais e ao fato de forças externas exercerem pressão sobre Cuba sob qualquer pretexto”. “Os Estados Unidos deveriam deixar de brandir o bastão das sanções e medidas judiciais contra Cuba e deixar de recorrer a ameaças de uso da força” a esse respeito, afirmou, segundo informações coletadas pelo jornal ‘Global Times’.

Além disso, ele transmitiu ao país seu “firme apoio” na “defesa de sua soberania nacional e dignidade, e na oposição à ingerência externa”.

Às sanções econômicas que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vem impondo a Cuba desde o início do ano, soma-se agora a acusação contra Castro por fatos ocorridos em 1996, em uma manobra que lembra a empreendida contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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