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MADRID 14 jul. (EUROPA PRESS) -
O Ministério da Defesa da China acusou o Japão de "perturbar" a paz no Mar do Sul da China, após o anúncio de que planeja exportar seis destróieres navais Abukuma para as Filipinas, a fim de combater a influência do gigante asiático na região.
"Pedimos ao Japão que reflita profundamente e aprenda com as lições históricas, que seja cauteloso em suas palavras e ações sobre segurança militar e que tome medidas que contribuam para a manutenção da paz e da estabilidade regionais", disse o porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Jiang Bin.
Nesse sentido, ele lembrou em uma coletiva de imprensa que, durante a Segunda Guerra Mundial, o Japão "invadiu e colonizou países vizinhos, como a China e as Filipinas", além de "ocupar as ilhas no Mar do Sul da China" e, portanto, tem "responsabilidade histórica" por esses eventos.
O porta-voz da Defesa chinesa também apontou o Japão por violar a paz e o princípio da "defesa exclusiva" ao exportar armas para o exterior com o objetivo de criar instabilidade na região da Ásia e do Pacífico.
Isso ocorre depois que as autoridades japonesas e filipinas concordaram, em janeiro, em fortalecer sua cooperação em segurança. As relações bilaterais entre os dois países, ambos aliados dos EUA, têm se aprofundado nos últimos anos, à medida que a China aumenta suas atividades militares e reivindicações territoriais em águas regionais.
O gigante asiático continua a reivindicar a soberania sobre grande parte do Mar do Sul da China, águas disputadas onde as guardas costeiras chinesas e filipinas entraram em conflito em várias ocasiões.
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