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MADRID 21 jul. (EUROPA PRESS) -
As autoridades chinesas acusaram nesta terça-feira o governo do Japão de “exagerar” as ameaças externas para justificar sua remilitarização, depois que Tóquio apresentou uma nota de protesto contra as manobras realizadas por um navio militar chinês em águas disputadas entre os dois países.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou em uma coletiva de imprensa que o Japão está “difamando e gerando polêmica em torno das ações legítimas de outros países”. “Ele exagera as ameaças externas para buscar justificativas para sua própria remilitarização acelerada e para seus desafios à ordem internacional”, afirmou, segundo informações coletadas pelo jornal ‘Global Times’.
Além disso, ele ressaltou que as manobras militares em conjunto com a Rússia “são legítimas” e que as partes já “explicaram sua posição” a respeito. “As ações da China nas zonas marítimas em questão estão em conformidade com o Direito Internacional e as práticas habituais”, destacou, ao mesmo tempo em que instou a comunidade internacional a “permanecer alerta” diante do que classificou como uma “tendência perigosa”.
Suas declarações foram feitas depois que o porta-voz do governo japonês, Minoru Kihara, informou que Tóquio apresentou um protesto a Pequim contra as manobras da China próximas a um território reivindicado pelo Japão, perto do atol de Okinotorishima, no último dia 19 de julho. Segundo Kihara, essas manobras poderiam ter representado um risco para as embarcações que navegavam na área.
No entanto, Pequim enfatiza que a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar estabelece que Okinotorishima é um recife e não uma ilha, pelo que não pode gerar uma zona econômica exclusiva nem uma plataforma continental. Consequentemente, ele afirmou que as reivindicações do Japão sobre essas águas constituem uma violação do direito internacional.
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