GUARDIA COSTERA DE FILPINAS - Arquivo
MADRID 21 ago. (EUROPA PRESS) -
As autoridades da China acusaram nesta sexta-feira as Filipinas de “violar sua soberania” após detectarem a entrada de três aeronaves filipinas no que Pequim reivindica como seu espaço aéreo sobre águas disputadas do Mar da China Meridional, uma situação que causou alarme internamente.
O porta-voz do Comando do Teatro Sul (Força Aérea) do Exército da China, o coronel Li Jianjian, informou que as aeronaves são um “Islander”, um “C-208” e um “PA-31T”, de acordo com informações coletadas pela emissora de televisão chinesa CTCV.
O incidente ocorreu sobre o banco de areia de Scarborough, objeto de disputa entre os dois países e ao qual a China se refere como ilha de Hyangyan. “Essas ações violam gravemente a soberania da China e podem levar a mal-entendidos e avaliações equivocadas”, afirmou ele, antes de pedir às Filipinas que “ponham fim imediatamente às provocações”.
“As tropas destacadas na zona de ação do Comando do Teatro Sul permanecem em estado de alerta e defenderão com determinação a soberania nacional da China”, ressaltou o porta-voz.
A China reivindica a maior parte das águas da região — também em disputa com o Vietnã, Malásia e Brunei — por considerar que fazem parte de seu território, uma vez que se encontram dentro da chamada “linha dos nove pontos” que aparece nos mapas da gigante asiática, uma linha traçada pelo governo chinês que reivindica como sua a região do Mar da China Meridional, incluindo as ilhas Paracel e Spratly.
As relações entre a China e as Filipinas continuam, portanto, tensas. Manila acusou Pequim de obstruir suas missões de abastecimento de tropas dentro do que considera sua zona econômica exclusiva, enquanto a China insiste que os navios filipinos transitam por essas águas de forma ilegal.
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