MINISTERIO DE EXTERIORES DE CHILE
MADRID 7 ago. (EUROPA PRESS) -
Os governos do Chile e da Venezuela oficializaram nesta quinta-feira a retomada de suas relações consulares, após a ruptura ocorrida em 2024 devido às tensões entre os então presidentes Gabriel Boric e Nicolás Maduro.
“Hoje marca-se um marco nas relações entre o Chile e a Venezuela. Isso permitirá garantir a proteção e os serviços aos cidadãos de ambos os países e o início de uma nova etapa, por meio de um diálogo construtivo, para avançar em temas que nos interessa aprofundar, em prol do bem-estar de nossos povos e da região”, destacou o ministro das Relações Exteriores do Chile, Francisco Pérez Mackenna, em declarações divulgadas em comunicado de imprensa pelo seu ministério.
Dessa forma, as relações consulares bilaterais foram restabelecidas “oficialmente”, avançando-se assim para a “normalização progressiva” dos laços entre ambos os países, após uma ruptura de dois anos.
A formalização dessa retomada ocorreu após uma reunião em Caracas, realizada nesta quarta-feira, entre o diretor-geral de Assuntos Consulares, Imigração e Chilenos no Exterior, Hernán Núñez, e o vice-ministro para a América Latina da Venezuela, Mauricio Rodríguez.
Nesse encontro, conforme informaram os ministérios das Relações Exteriores de ambos os países latino-americanos, os altos funcionários trocaram notas diplomáticas verbais por meio das quais foi formalizado o restabelecimento das referidas relações consulares.
De acordo com números divulgados anteriormente por Pérez Mackenna, atualmente há cerca de 700 mil venezuelanos no Chile, enquanto 25 mil chilenos vivem na Venezuela.
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