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MADRID 28 maio (EUROPA PRESS) -
O governo chileno anunciou nesta quarta-feira a retirada dos adidos militares de sua embaixada em Tel Aviv, em resposta à situação "extremamente grave" na Faixa de Gaza, como resultado da ofensiva militar "desproporcional" de Israel.
A decisão foi coordenada pelos ministérios das Relações Exteriores e da Defesa, explica o governo de Gabriel Boric em uma declaração, na qual enfatiza que ela responde à "situação humanitária extremamente grave que a população palestina está vivendo hoje na Faixa de Gaza".
O governo também denunciou "a operação militar desproporcional e indiscriminada do exército israelense" no enclave palestino e "os constantes obstáculos" impostos para permitir a entrada de ajuda na Faixa.
"O governo chileno exige que Israel cesse sua operação militar no território palestino ocupado, permita a entrada de ajuda humanitária e respeite o direito internacional e o direito humanitário internacional", conclui a nota.
De acordo com os últimos números fornecidos pelas autoridades de saúde na Faixa de Gaza, cerca de 54.100 pessoas foram mortas e mais de 123.800 ficaram feridas como resultado dos ataques lançados por Israel em Gaza. A UNICEF estima que 50.000 crianças podem ter sido mortas ou feridas desde o início da ofensiva, há mais de dois anos.
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