DRAGOMIR YANKOVIC/ATON CHILE
MADRID, 30 mar. (EUROPA PRESS) -
O diretor do Serviço Nacional de Migração do Chile, Frank Sauerbaum, anunciou que o governo do ultradireitista José Antonio Kast enviará funcionários para "fiscalizar" as empresas que contratam migrantes em situação irregular.
"Não será uma caça às bruxas, muito menos, mas vamos tentar estar presentes nas empresas onde sabemos que essas práticas ocorrem com mais frequência", afirmou durante uma entrevista a um programa do jornal 'La Tercera', acrescentando que esperam que essa medida não seja "punitiva", mas sim "dissuasiva".
Nesse sentido, explicou que, atualmente, entrar ilegalmente no Chile é “uma simples contravenção” em vez de um crime, e mencionou que as empresas cumprem a legislação trabalhista, mas não a lei de imigração. “A inspeção do trabalho não questiona (as empresas) sobre a situação migratória (de seus trabalhadores)”, disse.
Sauerbaum também informou que o governo do ex-presidente Gabriel Boric preparou um decreto “uma semana antes de deixar o cargo” com o objetivo de regularizar cerca de 182 mil pessoas que estavam cadastradas após terem entrado no país de forma irregular, embora o Executivo do novo presidente José Antonio Kast tenha suspendido a medida.
“Dessas 182 mil, 6 mil pessoas têm um problema judicial ou com a justiça, ou cometeram crimes”, destacou, acrescentando que a medida de Boric naquela época não foi adiante “porque gerou uma rejeição muito significativa por parte da população”.
Durante sua campanha eleitoral, Kast prometeu a expulsão de cerca de 337.000 migrantes irregulares, grande parte deles venezuelanos. Seu governo propôs punir aqueles que ajudarem os migrantes a entrar de forma irregular no país e criminalizar o acesso ilegal ao Chile.
Poucos dias após assumir o cargo, ele viajou para a região de Arica, perto da fronteira com o Peru, para inaugurar as obras de construção de uma série de barreiras com o objetivo de impedir a chegada de migrantes irregulares ao norte do país.
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