Publicado 28/09/2026 14:51

O Chile convoca o embaixador de Israel em protesto contra algumas declarações sobre a ex-presidente Bachelet

O embaixador de Israel no Chile, Peleg Lewi, ao lado da subsecretária de Relações Exteriores, Paula Estévez
EMBAJADOR DE ISRAEL EN CHILE EN X

MADRID 28 set. (EUROPA PRESS) -

O governo do Chile convocou nesta segunda-feira o embaixador de Israel no país, Peleg Lewi, em protesto contra declarações feitas na semana passada nas quais ele atacava a ex-presidente socialista chilena Michelle Bachelet, considerando que ele está extrapolando suas funções.

O Ministério das Relações Exteriores confirmou, em um breve comunicado, que entregou uma nota de protesto ao representante diplomático israelense por comentários que considerou como “uma intromissão nos assuntos internos” do Chile.

A medida ocorre dias depois de Lewi ter publicado em suas redes sociais uma série de fotografias de Bachelet na companhia dos líderes cubanos Raúl e Fidel Castro, dos venezuelanos Hugo Chávez e Nicolás Maduro, bem como do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, acompanhadas da mensagem “o que nasce do pecado acaba fracassando”.

A publicação, feita dias depois de Bachelet anunciar que retirava sua candidatura à Secretaria-Geral da ONU, foi contestada pela deputada chilena do Partido Comunista Carmen Hertz, que denunciou como “inadequado e vergonhoso que um embaixador pretenda difamar Bachelet, presidente do Chile por dois mandatos”, e questionou seu conhecimento da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas.

A troca de comentários tornou-se tensa, com Lewi reclamando: “Chega de vitimização e de calar bocas”. “Você não vai me calar! Chega”, afirmou ele, enquanto a deputada chilena o exortava a demonstrar “a serenidade e a moderação próprias do cargo de embaixador”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado