Publicado 09/03/2026 11:14

Chile anuncia a extradição "imminente" da Argentina de um ex-guerrilheiro acusado da morte de um senador

MADRID 9 mar. (EUROPA PRESS) -

O ministro da Segurança Pública do Chile, Luis Cordero, anunciou nesta segunda-feira que é “iminente” a extradição do ex-guerrilheiro Galvarino Apablaza, antigo líder da Frente Patriótica Manuel Rodríguez (FPMR), procurado pela Justiça chilena por ser o suposto autor intelectual do assassinato do fundador da União Democrática Independente (UDI), o senador conservador Jaime Guzmán, em 1991. “Os meios da Polícia de Investigações do Chile para ir buscar Galvarino Apablaza e trazê-lo ao país estão coordenados e estamos aguardando a decisão do governo argentino”, indicou em declarações à emissora T13.

Apablaza recebeu asilo político na Argentina durante o mandato da presidente Cristina Fernández de Kirchner. Seu sucessor no cargo, o conservador Mauricio Macri, revogou esse status, embora a defesa do ex-guerrilheiro chileno tenha conseguido ganhar uma série de recursos para manter a proteção em vigor. Desde então, o processo de extradição permaneceu suspenso. Em 16 de fevereiro passado, um tribunal de apelação da Argentina decidiu revogar seu status de asilado, uma decisão que foi aplaudida pelo presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, que pertenceu às fileiras da UDI até 2016.

“Quem diz que ele não pode ser extraditado para o Chile porque nosso sistema judicial não lhe dava garantias, acredito que não conhece o sistema ou tem uma visão absolutamente ideológica do assunto”, disse ele na época, segundo a mídia chilena. Para o Chile, a extradição do ex-militante de esquerda tem sido, durante anos, uma questão de Estado. As autoridades o acusam da morte do senador conservador Jaime Guzmán, bem como do sequestro de Cristián Edwards, filho do falecido proprietário do jornal “El Mercurio”, em 1991.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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