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MADRID 20 mar. (EUROPA PRESS) -
Participantes da caravana “Nuestra América, Convoy a Cuba”, como a senadora e candidata à presidência da Colômbia Clara López ou o senador chileno Daniel Núñez, chegaram nesta quinta-feira à ilha caribenha para entregar a primeira das 20 toneladas de ajuda humanitária que a iniciativa pretende levar a Havana, no contexto da crise que abala o país após o bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos desde o início do ano e diante da escassez de hidrocarbonetos que a nação enfrenta.
“Já chegamos à ilha de Cuba para entregar uma tonelada de ajuda humanitária, medicamentos e itens de uso diário para milhões de cubanos que sofrem com um bloqueio ilegal e injusto”, anunciou a candidata presidencial colombiana através de suas redes sociais.
Por sua vez, uma delegação de parlamentares do Partido Comunista do Chile também já chegou à ilha, conforme assinalou o senador Daniel Núñez, que confirmou sua chegada ao país caribenho junto com outros “parlamentares e dirigentes políticos do Brasil, Uruguai, Colômbia e Chile” com o objetivo de “apoiar o povo de Cuba em sua luta contra o bloqueio genocida”.
Nessa linha, por meio de suas redes sociais, o senador comunista reivindicou a assistência médica como um “direito humano que o bloqueio nega ao povo de Cuba”, acrescentando uma fotografia na qual se vislumbra uma “pequena amostra” de medicamentos como diclofenaco sódico ou paracetamol provenientes do Chile.
Este comboio humanitário, organizado pela Internacional Progressista, pretende levar ajuda humanitária a Havana em meio ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto por Washington, e conta com o apoio de políticos e líderes de esquerda, como o ex-vice-presidente do Governo da Espanha Pablo Iglesias ou o ex-líder do Partido Trabalhista britânico Jeremy Corbyn.
Com esta expedição, o projeto prevê levar à ilha mais de 20 toneladas de produtos de higiene, medicamentos e alimentos por meio de navios pelo Caribe e voos de carga provenientes de diversos pontos do mundo, como México, Estados Unidos, Argentina, Reino Unido ou França, entre outros países.
Conforme informado pelos organizadores em seu site, todos os participantes se reunirão no Malecón da capital cubana, onde o comboio se reunirá no dia 21 de março “em um ato de solidariedade com o povo cubano”.
“O governo (de Donald) Trump está sufocando a ilha, cortando o fornecimento de combustível, voos e bens essenciais para a sobrevivência”, afirmou a Internacional Progressista em seu site, ao anunciar em fevereiro o lançamento desta frota para “romper o cerco, salvar vidas e defender a autodeterminação cubana”, diante da situação que Cuba enfrenta desde a intervenção militar dos Estados Unidos no início de janeiro na Venezuela, país que fornecia hidrocarbonetos ao povo cubano.
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