Publicado 07/09/2026 02:53

Chega a Portsmouth um barco com 140 requerentes de asilo em meio a protestos da extrema direita

5 de setembro de 2026, Reino Unido, Dover: Manifestantes contra a imigração ilegal, vestidos de preto e mascarados, se reúnem na estação ferroviária de Dover Priory após bloquearem estradas em Dover. Foto: Oscar Rihll/PA Wire/dpa
Oscar Rihll/PA Wire/dpa

MADRID 7 set. (EUROPA PRESS) -

Centenas de manifestantes de extrema direita se deslocaram até a cidade litorânea de Portsmouth, no sul da Inglaterra, onde ocorreu a interceptação de uma embarcação que se dirigia ao litoral britânico com 140 requerentes de asilo a bordo, apenas um dia após os protestos ocorridos nas proximidades do porto de Dover.

A Agência Marítima e da Guarda Costeira afirmou ter recebido um alerta sobre uma pequena embarcação que se dirigia para a costa de Hampshire, condado que circunda Portsmouth, ao que respondeu enviando lanchas de resgate, um helicóptero, um avião e equipes de resgate para a área, bem como “efectivos da Guarda de Fronteira, do Comando de Segurança de Fronteira, da Polícia de Hampshire e do serviço de ambulâncias do centro-sul” do Reino Unido, conforme indicou um porta-voz do órgão em um comunicado divulgado pelo jornal “The Guardian”.

Os manifestantes bloquearam estradas da região por horas, prometendo permanecer no local durante toda a noite para impedir que os requerentes fossem transferidos para um centro de processamento.

O protesto, no qual grande parte dos participantes vestia preto e usava máscaras, contou com a participação de Daniel Thomas, também conhecido como Danny Tommo e ex-guarda-costas do ativista de extrema direita Tommy Robinson, cujo nome verdadeiro é Stephen Yaxley-Lennon. Em uma transmissão ao vivo do local dos eventos, ele incentivou quem assistia a se juntar a ele em Portsmouth.

Thomas é o fundador de um grupo chamado Plataforma Patriota, que assumiu a responsabilidade pelo bloqueio, neste sábado, do tráfego de entrada e saída do porto de Dover — o mais movimentado do Reino Unido —, em protesto contra a chegada de migrantes pelo Canal da Mancha.

Antes de lançar esse movimento, ele havia promovido a “Operação Overlord” para enviar ativistas de extrema direita à França com o objetivo de interceptar supostas embarcações. Ele e seus seguidores se filmaram destruindo pequenas embarcações abandonadas em uma praia francesa, segundo o “The Guardian”, que esclarece que, posteriormente, as autoridades francesas proibiram sua entrada no país.

Por sua vez, o governo britânico condenou “o comportamento intimidador e violento” ocorrido em Portsmouth, conforme declarou um porta-voz de Londres em um comunicado divulgado pelo mesmo jornal, no qual ressalta que “o direito ao protesto pacífico é fundamental” para a democracia, “mas nunca deve ultrapassar o limite da desordem”.

Da mesma forma, um porta-voz do Ministério do Interior declarou que o governo trabalhista “está intensificando a luta contra as travessias perigosas em pequenas embarcações e restabelecendo o controle em nossa fronteira”, garantindo ter evitado “mais de 48.000 tentativas de travessia” e apreendido “1.100 embarcações e motores” desde as eleições.

“Estamos avançando: o número de travessias em pequenas embarcações diminuiu este ano e, em julho, registrou-se o menor número desde 2020”, defendeu, antes de lembrar o “acordo de pagamento por resultados” assinado com as autoridades francesas “para aumentar em 40% o número de efetivos nas praias francesas”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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