Publicado 17/10/2025 17:56

Chefe de polícia de Lima é suspenso após morte de manifestante em passeata contra o governo

15 de outubro de 2025, Lima, PERU: Pessoas seguram um cartaz com o logotipo do popular mangá japonês One Piece, um símbolo adotado pela Geração Z durante um protesto contra o governo e o congresso, na Plaza San Martin
Europa Press/Contacto/Mariana Bazo

MADRID 17 out. (EUROPA PRESS) -

O chefe da Região Policial de Lima, Felipe Monroy, foi suspenso de suas funções após a morte de um manifestante nas marchas contra o governo peruano na capital, cuja repressão deixou uma centena de pessoas feridas e tentativas de realizar moções de censura contra o novo presidente José Jerí.

O Comandante Geral da Polícia Nacional do Peru, Oscar Arriola, também removeu o diretor de Investigação Criminal, Marco Conde Cuellar, e o chefe da Diretoria de Inteligência, Augusto Rios Tirabanti, de seus cargos, de acordo com um memorando acessado pela estação de rádio peruana RPP.

Essa decisão - que afeta "até a culminação do processo sumário" - veio um dia depois que Arriola admitiu que um agente havia sido o autor dos disparos que mataram o manifestante na quarta-feira.

Na sexta-feira, a oposição peruana apresentou uma nova moção de censura contra Jerí - que está no cargo há apenas uma semana, após a surpreendente demissão de Dina Boluarte -, o primeiro-ministro, Ernesto Álvarez Miranda, e o ministro do Interior, Vicente Tiburcio.

A queixa alega que eles violaram as liberdades constitucionais fundamentais, como o direito à vida, à integridade física e ao protesto, bem como a obrigação do Estado de garantir os direitos humanos.

Essa é a segunda tentativa de moção de censura contra o presidente Jerí em apenas algumas horas, depois que ele enfrentou sua primeira grande mobilização após a posse. A anterior foi rejeitada pelo Congresso, embora não tenha sido confirmado quem estava por trás da morte do manifestante.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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