Publicado 11/11/2025 09:25

O chefe de imprensa de Emergências diz que o Alerta ES foi acionado às 17h e que o Cecopi "não estava em uma bolha".

Archivo - Arquivo - Imagem do Cecopi fornecida pela representação de Salomé Pradas
EUROPA PRESS - Arquivo

VALÈNCIA 11 nov. (EUROPA PRESS) -

O assessor de imprensa de Emergências revelou ao juiz que investiga a gestão do dana catastrófico de 29 de outubro de 2024 que o envio de uma mensagem de Alerta ES para a área de Requena (Valência) por volta das 17h daquele dia já havia sido considerado, indicando que o Centro Integrado de Coordenação Operacional (Cecopi) "não estava em uma bolha".

A assessora de imprensa fez essa declaração em seu depoimento como testemunha no Juzgado de Instrucción número 3 em Catarroja, o órgão que investiga a gestão da enchente que custou 229 vidas e causou danos pessoais e materiais consideráveis.

A jornalista, que foi contratada pela Sociedad de gestión integral de los servicios de emergencia (Sgise), explicou que em 29 de outubro começou a trabalhar por telefone de sua casa e depois foi para diferentes pontos, como o Centro de Coordenação de Emergência. Ele estava encarregado de gerenciar as solicitações da mídia com as Emergências.

Ele disse que desde o dia 27 ou na semana anterior, as Emergências já estavam transmitindo um episódio meteorológico adverso, embora os alertas emitidos posteriormente não fossem detalhados. Eles viram que havia uma previsão de queda de frio.

No dia 29, explicou, várias pessoas se juntaram ao Cecopi, incluindo a ex-conselheira de Emergências, Salomé Pradas, que está sendo investigada no processo, bem como bombeiros e outros membros das forças de segurança.

Perguntada pelo juiz se era possível que as pessoas que estavam no Cecopi não soubessem de nada que estava acontecendo do lado de fora, a testemunha disse que era uma pergunta "difícil", mas, em sua opinião, ela tinha a sensação de que eles estavam passando por um episódio "extraordinário". Minha sensação", acrescentou, "é que todos sabiam que era uma situação extraordinária.

"Pode ter havido eventos específicos que não eram conhecidos no Cecopi, como a desmobilização dos bombeiros, mas todos tinham um telefone celular", acrescentou. Ele não acha que os membros do Cecopi estavam "em uma bolha". "Sabíamos o que estava acontecendo e é por isso que estávamos lá, para tomar medidas para lidar com o que estava acontecendo", disse ele.

Perguntado sobre quem informa os membros do Cecopi sobre a evolução da inundação, a testemunha explicou que isso é fornecido pelas instituições que participam e têm pessoal no local, como os bombeiros, a Unidade Militar de Emergência (UME) ou a polícia local, entre outros.

ALERTA ES

Ela disse que estava entrando e saindo do Cecopi enquanto fazia anotações, e indicou que às 17 horas já se falava de uma possível mensagem de Alerta ES para a área de Requena. "Em minhas anotações, tenho o Alerta ES escrito. Jorge Suárez não o pronunciou, mas eu traduzi o que ele disse como se referindo ao Alerta ES, para enviar uma mensagem à população", explicou ela. A testemunha explicou que a mensagem foi mencionada em vista do risco de o Magro transbordar de suas margens.

A testemunha continuou explicando que, antes desse Cecopi, ela já havia participado de outros e "eles sempre agiram da mesma forma", ou seja, não gravam, mas fazem murais que depois são enviados à mídia, bem como declarações de líderes técnicos e políticos.

Esclareceu também que o departamento de Comunicação não tem a função de fornecer informações ao Cecopi, mas sim a função oposta, a de transmitir informações oficiais para o mundo exterior.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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